Bolsonaro anuncia professor Milton Ribeiro como novo ministro da Educação

O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje dia 10 de julho de 2020, como ministro da educação o professor Milton Ribeiro. Logo após o anúncio, a nomeação foi publicada em uma edição extra do "Diário Oficial da União".

 

Segundo o currículo na Plataforma Lattes, mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ele é graduado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em direito constitucional pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, instituição da qual é ex-vice-reitor. Desde maio de 2019, Ribeiro é membro da Comissão de Ética Pública da Presidência da República — primeiro a ser nomeado para o órgão por Bolsonaro.

 

O MEC é uma das pastas que mais sofrem, devido a influência do marxismo cultural trazida por Paulo Freire, sob tutela das ideias de Antônio Gramsci. Abraham Weintraub foi o principal precursor da luta para que a educação brasileira ficasse livre de qualquer ideologia. Mais cedo, antes do anúncio de Milton Ribeiro, Bolsonaro nomeou indicados por Weintraub para o Conselho Nacional da Educação. Os nomes indicados por Weintraub, quase todos aprovados por Bolsonaro, agradam a ala ideológica que apoia o presidente. São perfis conservadores, do movimento Escola Sem Partido.

 

O último ministro indicado ao posto foi Carlos Alberto Decotelli, este nem chegou a tomar posse devido às polêmicas envolvendo o seu currículo. Desde então, chegaram a ser cotados para o MEC o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, que desistiu da indicação, e o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), que, segundo Bolsonaro, era um "reserva" para a hipótese de não encontrar outro nome para a pasta.

 

Quando foi eleito presidente, em 2018, Bolsonaro disse que o MEC passaria a priorizar um ensino de qualidade para os jovens serem bons profissionais, deixando de lado temas relacionados a ideologia de gênero e ideologia voltada para o desgaste dos valores familiares.

Fonte: G1


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