Brasil e o País com o maior numero de curados do Covid-19

Terezinha de Jesus da Silva: milésima alta no Hospital do Ibirapuera
Foto:  Divulgação internet

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o país com maior número de pessoas recuperadas de Covid-19 no mundo, informa a Universidade Johns Hopkins, que tem monitorado a pandemia do novo coronavírus em parceria com órgãos equivalentes ao Ministério da Saúde em todos os países. 
O painel da Johns Hopkins mostrava, no fim da tarde de ontem, que o Brasil contabiliza 660.469 pacientes recuperados, enquanto os Estados Unidos somam 656.161. A Rússia está em terceiro lugar e registra 374.557 pessoas que foram contaminadas, mas não apresentam mais sintomas da doença. Segundo o Ministério da Saúde, o número de recuperados no Brasil é até maior: 673.729. Em Campinas, já são 4.700 os pacientes curados do coronavírus.

Lançado em janeiro de 2020, o painel dinâmico da universidade recebe dados médicos de 188 países signatários da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de vários centros secundários de atendimento médico, sendo atualizado a todo momento.

Balanço no Brasil

O número de pessoas curadas do coronavírus no Brasil já é superior à quantidade de casos ativos (499.414), que são pacientes em acompanhamento médico. Atualmente, o registro dos curados já representa mais da metade do total de casos registrados.

Segundo o Ministério da Saúde, o número de recuperados está crescendo devido aos esforços do governo federal, em parceria com Estados e Municípios. "A pasta tem enviado recursos extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde", diz a nota do Ministério.

De janeiro a junho, a União enviou R$ 49,5 bilhões a Estados e Municípios, sendo R$ 9,6 bilhões voltados exclusivamente para o combate ao coronavírus. Foram compradas e distribuídas 11,3 milhões unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 115,2 milhões de EPIS, 10,6 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de Influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus.

No balanço do Ministério da Saúde divulgado ontem à noite, o Brasil tem 1.228.114 casos confirmados da doença, sendo 39.483 registrados nas últimas 24h. Atualmente, 4.937 Municípios brasileiros (88,6%) já têm circulação do coronavírus, no entanto 3.280 deles têm de 2 a 100 casos confirmados, sendo que 523 Municípios confirmaram, até o momento, apenas um caso de Covid-19.
O mesmo acontece em relação aos óbitos. Agora, 2.374 Municípios (42,6%) registram mortes por Covid-19, mas 1.095 tem de duas a 10 confirmações. Além disso, 860 Municípios confirmaram, até o momento, apenas um óbito por coronavírus. Atualmente, o Brasil tem, no acumulado, 54.971 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registradas 1.141 mortes nos sistemas oficiais do Ministério da Saúde, sendo que a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 agora.

Contaminações

O painel da Universidade Johns Hopkins mostra que São Paulo é o segundo Estado mais afetado do mundo, com 238.822 casos confirmados de Covid-19. Em primeiro lugar, aparece Nova York, que tem 390.415 pessoas contaminadas com a doença.
De acordo com o levantamento da Johns Hopkins e a evolução do novo coronavírus, o mundo deve ultrapassar a marca de 10 milhões de casos confirmados nos próximos dias. O número de mortes também cresce no mesmo ritmo, com 484.155 registradas até ontem em decorrência de complicações geradas por Covid-19.

Testagem

Os Estados Unidos lideram em número de testagens. Segundo o painel de dados da universidade norte-americana, mais de 28,5 milhões de testes já foram realizados. O Estado da Califórnia é o primeiro, com 3,6 milhões de pessoas já testadas. Nova York fica em segundo lugar, com 3,5 milhões de testes realizados.

Faltam medicamentos para respiradores nos Estados

Fracassos em licitações têm deixado a maioria dos Estados à beira de zerar estoques de medicamentos essenciais para o uso de respiradores por pacientes graves da Covid-19, como sedativos. Segundo levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), 13 de 20 tentativas recentes de comprar fármacos do tipo terminaram sem ofertas ou com propostas acima do edital. O motivo, segundo representantes da indústria, é a alta demanda dos produtos. O analgésico opióide "fentanil", por exemplo, está em falta em Amazonas, Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte, Tocantins e São Paulo. Outras cinco unidades federativas têm produto disponível para menos de uma semana. Os dados foram apresentados ontem à comissão da Câmara dos Deputados que trata da Covid-19.

Estado com maior número de casos e óbitos, São Paulo tem estoques zerados de 10 dos 22 produtos usados para intubar pacientes listados pelo conselho. Outros cinco se esgotam em menos de uma semana, segundo os dados do Conass. O grande problema está sendo encontrar uma forma de sedar pacientes. No procedimento, médicos introduzem um tubo na traqueia do paciente. A estrutura é usada para auxiliar na ventilação.

"Nossa angústia era, no primeiro momento, por respiradores mecânicos. Agora é falta de fármacos. Hoje estamos sem estratégia em alguns locais, o que vem trazendo bastante angústia", disse Marcelo Maia, futuro presidente da Associação de Medicina Intensivista Brasileira. Segundo o consultor do Conass Heber Dobis, "quase todos os medicamentos estão zerando em todos os Estados". O setor privado também alerta sobre dificuldade para compras. A Associação Nacional de Hospitais Privados informou que 81% das unidades têm dificuldade para comprar bloqueadores musculares.

O Ministério da Saúde alega já ter repassado recursos para compras de medicamentos, mas Estados e Municípios diziam não conseguir adquirir os produtos, pois as licitações terminavam desertas.
A saída foi o Ministério mediar a compra. A pasta deve abrir "ata de registro de preços" de diversos fármacos. Na modalidade, são solicitadas ofertas para grande volume de produtos, que vão sendo comprados aos poucos, com os valores das propostas registradas. A ideia é que os Estados entrem nesta ata e comprem os produtos.




Fonte:Correio 

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