Presidente das Filipinas manda matar quem desrespeitar medidas contra o coronavírus



Foto: MIKHAIL KLIMENTYEV / STR / 03-10-2019

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, informou que deu ordens às autoridades para disparar contra as pessoas que desrespeitarem as medidas impostas de combate à propagação do novo coronavírus. Nesta quinta-feira, em um discurso transmitido através da TV, o líder do país do sudeste asiático reforçou a "seriedade" da pandemia da Covid-19, que já deixou 2.311 casos confirmados de infeção e 96 mortes no país até o momento.


— Está ficando cada vez pior. Por isso, eu aviso vocês para a seriedade do problema e vocês devem ouvir. Não hesitarei. As minhas ordens para a polícia e para os militares são que, se houver problemas e se houver uma ocasião em que tenham de ripostar e as suas vidas estejam em perigo, os matem a tiros. Você entendeu? Mortos ao invés de causar problemas. Vou enterrar vocês — afirmou o político.

O presidente resolveu intervir após iniciarem confrontos nas ruas da capital Manila, todos motivados pela falta de apoios governamentais ao nível da alimentação, que resultaram em várias detenções. Já na cidade de Quezon City, cerca de 21 moradores foram presos por exigir ajuda e protestar sem permissão.


— Lembre-se, você é esquerdista: você não é o governo. Não saia causando problemas e tumultos, porque eu ordenarei que você seja detido até que este surto de Covid termine — disse.

"Médicos 'têm a sorte de morrer pelo país"

Duterte atraiu muitas críticas após um pronunciamento televisionado na segunda-feira, no qual abordou a pandemia do novo coronavírus. Nele, Duterte disse que profissionais da saúde "têm sorte de morrerem pelo país".


"Há médicos, enfermeiros e assistentes que morreram. Eles foram os que morreram ajudando os outros. Eles têm tanta sorte. Eles morreram pelo país. Essa deve ser a razão pela qual morremos. Seria uma honra morrer pelo seu país, garanto isso a vocês", disse.

No domingo, a Associação Médica das Filipinas havia informado que 12 médicos morreram de Covid-19 no país. A própria associação já alertou que os profissionais de saúde não estão recebendo proteção e apoio suficiente e que centenas de equipes estão de quarentena após a exposição aos vírus.



Fonte:
Extra

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