Bolsonaro cobra posicionamento de Macron e Greta sobre chamas na Austrália


O presidente Jair Bolsonaro cobrou, em Live publicada na sua rede social  nesta 5ª feira (2.jan.2020), posicionamento do presidente da França, Emmanuel Macron, e da ativista Greta Thunberg sobre as queimadas que tomaram conta do sudeste da Austrália.

Dezenas de milhares de moradores e turistas abandonaram a região costeira do país, em meio a uma operação de evacuação que envolve navios e helicópteros militares. Mais de 200 focos de incêndio ameaçam diversas cidades nos estados de Nova Gales do Sul e Victoria.

Macron e Greta criticaram o governo Bolsonaro durante as chamas que ocorreram na Amazônia, principalmente em agosto de 2019. “Está pegando fogo na Austrália hoje, né? O Macron falou alguma coisa agora? Falou em colocar em dúvida a soberania da Austrália? Aquela menina, aquela pequenina lá falou alguma coisa também? Não. Tá…”, afirmou.
Ele voltou a dizer que as chamas de agosto foram “culturais”, mas que o somatório do que aconteceu no Brasil “nem se compara” do que aconteceu na Austrália.
Bolsonaro também afirmou que o Brasil tem “pouco a oferecer” à Austrália, mas que está colocando à disposição para combater o incêndio. O presidente também chamou Greta de pirralha novamente.

FUNDÃO

Antes de iniciar a live, o presidente Jair Bolsonaro escreveu, no Twitter, que 1 eventual veto ao fundo poderia fazer com que ele sofresse processo de impeachment, já que poderia ser considerado crime de responsabilidade.
O FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) tem verba de R$ 2 bilhões para custear a campanha municipal de 2020. Bolsonaristas criticaram a sinalização do presidente em sancionar o projeto. O presidente fez uma enquete nas redes sociais para tomar a decisão. 

Na live, Bolsonaro afirmou que ainda não tomou a decisão. Ele também criticou a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que o chamou de mentiroso pelo Twitter. “Procuro fazer tudo que prometi em campanha, mas as leis não dependem só de mim, dependem em grande parte do Legislativo”, disse. “Mesmo eu vetando, eles podem derrubar o veto. Assim é a democracia”, acrescentou.

SALÁRIO MÍNIMO

O presidente também disse reconhecer a dificuldade de trabalhadores que vivem com 1 salário mínimo, que subirá de R$ 998 para R$ 1.039 em 2020. “Mas temos que recuperar a economia. Caso contrário, complica a situação. No ano passado, nós pagamos de juros, de amortização de dívida, mais de R$ 400 bilhões. Mais de R$ 1 bilhão de juros. Não é fácil administrar o país com esta monstruosa dívida”, afirmou.
O aumento do salário mínimo tem impacto fiscal. De acordo com cálculos da equipe econômica do governo, cada R$ 1 a mais representa 1 gasto extra de R$ 300 milhões.
Bolsonaro disse, porém, que a taxa básica Selic está no menor nível da história e contribui para o menor pagamento com juros da dívida. Segundo o BC, o país vai deixar de pagar R$ 110 bilhões em 2020 com o novo percentual, que está em 4,5% ao ano.
“É 1 tremendo de 1 alívio para as contas públicas. Trabalho da equipe econômica: Paulo Guedes [ministro da Economia], do Roberto Campos lá no BC, do Pedro Guimarães na Caixa Econômica, do Rubem [Novaes] no Banco do Brasil”, disse o chefe do Executivo.

REGISTROS DE ARMAS

O presidente também comentou que houve 1 aumento no registros de armas de fogo. Em 2019, cresceu 23,5%. Foram 44,2 mil armas até novembro, contra 35,8 mil em 2018.
Bolsonaro disse que tinha a intenção de “ir além”, mas que decretos e portarias não poderiam sobrepor a legislação. Ele ainda citou que a criminalidade diminuiu e usou como exemplo Santa Catarina, que é 1 dos Estados com mais clubes de tiros.
“É uma prova mais do que concreta que a quantidade de arma legal na mão do povo tem uma relação inversa ao número de mortes”, disse.fa



fonte: Poder360

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