Comandantes militares dos EUA e da Colômbia pressionam Forças Armadas da Venezuela


Comandantes militares dos Estados Unidos e da Colômbia aumentaram a pressão sobre a Venezuela em uma reunião em Miami nesta quarta-feira (20). Eles pediram, no encontro, que as forças venezuelanas "façam a coisa certa" e permitam a entrada de ajuda humanitária no sábado.

"Esta mensagem é para os militares venezuelanos: vocês serão responsabilizados por suas ações. Façam a coisa certa. Salvem as pessoas em seu país", disse o almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul – comando militar norte-americano para assuntos do Caribe e das Américas Central e do Sul.


Toneladas de ajuda humanitária internacional estão bloqueadas em Cúcuta, na fronteira colombiana com a Venezuela. Outros centros de coleta de ajuda foram criados na ilha caribenha de Curaçao e na fronteira com o Brasil.


Maduro rejeitou a entrada de alimentos e medicamentos por considerá-la "um cavalo de Tróia" de uma invasão dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o líder da oposição Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por cinquenta países, prepara um movimento civil para forçar sua entrada em 23 de fevereiro.

Quando os jornalistas perguntaram como a Colômbia e os Estados Unidos reagiriam em caso de violência na fronteira no sábado, o comandante colombiano Luis Fernando Navarro Jiménez respondeu que seu dever será "proteger a população civil".

"Esperamos que as Forças Armadas venezuelanas protejam seu povo também. E nas Forças Armadas da Colômbia, em coordenação com outras entidades governamentais, temos uma logística para resolver qualquer situação de risco para a população civil", garantiu.

 
Para a mesma pergunta, Faller respondeu: "Cabe aos militares venezuelanos fazer a coisa certa. O ditador Maduro roubou o futuro de seu povo".


 
O norte-americano insistiu que os Estados Unidos querem uma "solução diplomática" para a questão. Navarro também assegurou que "não é uma operação militar, é uma operação puramente humanitária". 

As Forças Armadas venezuelanas foram colocadas em "alerta" na terça-feira para evitar o que Maduro chama de "violação do território".
Os venezuelanos sofrem com a falta de alimentos e remédios, além de hiperinflação que o FMI projeta em 10.000.000% este ano. Fugindo da crise, cerca de 2,3 milhões (7% da população) emigraram desde 2015, segundo a ONU.

Venezuela suspende saída de embarcações

O governo da Venezuela suspendeu, nesta quarta-feira, as saídas de embarcações de todos os portos do país até 24 de fevereiro, ante a chegada de ajuda humanitária anunciada pelo líder opositor Juan Guaidó para sábado. 

Um documento de instrução militar, ao qual a AFP teve acesso, informa a "suspensão das partidas de embarcações de todos os portos" por razões de segurança, mas não explica o que acontecerá com as atracagens. 

O anúncio sno mesmo dia em que, segundo a agência Reuters, as autoridades venezuelanas reabriram a fronteira marítima do país com as ilhas pertencentes à Holanda no Caribe depois de fechá-la na terça-feira, disse um comandante militar regional à agência Reuters. 

O general Miguel Morales Miranda, segundo em comando para o Estado de Falcón, não informou os motivos da mudança, que agora permite que barcos e aeronaves voem entre a Venezuela e as ilhas de Aruba, Curaçao e Bonaire. 

A oposição da Venezuela disse que pretende trazer ajuda humanitária para o país a partir de Curaçao no sábado, a qual o regime Nicolás Maduro prometeu bloquear.







Fonte: G1







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