Família nega agressividade de pit bull que matou a própria dona em Ituverava: 'só dormia', diz filha


A família da mulher que morreu ao ser atacada pelo próprio pit bull dentro de casa alega que o animal era dócil, carinhoso e nunca havia demonstrado agressividade antes desse episódio. O cão foi morto a pauladas por vizinhos e pelo filho da vítima, durante a tentativa de socorrê-la.

O corpo de Cristiane Galo, de 44 anos, foi enterrado no cemitério municipal de Ituverava (SP) na manhã desta quarta-feira (15). Ela sofreu ferimentos no pescoço e no rosto, e morreu ainda em casa, antes de ser socorrida. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso.

“Sempre foi calmo, nunca atacou ninguém. Meus amigos chegam em casa, ele não morde, só fica cheirando, brincando, nunca foi agressivo. Foi muito de repente o que aconteceu, porque ele não era agressivo”, diz a estudante Tainá Basílio Bicalho, de 16 anos, filha de Cristiane.

Tainá morava com a mãe em uma casa no bairro Guanabara 3, onde o ataque ocorreu. A jovem conta que o pit bull, batizado de Gohan, foi adotado há quatro anos e, apesar de nunca ter demonstrado agressividade, o antigo dono havia alertado a família sobre isso.


“Minha mãe amava cachorro e o antigo dono falou que ele era bravo, mas, quando chegou em casa, preguiçoso, só dormia. Minha mãe se apaixonou por ele, os dois eram muito grudados. Eu fico muito mal pelo que aconteceu, não culpo o cachorro”, afirma.

Cunhado da vítima, Luiz Fernando da Cruz também confirma que o cachorro era dócil e nunca havia atacado ninguém, desde que foi adotado. Cruz desmente a informação de que o pit bull era mal tratado ou alimentado pela família.

“Conheço ele desde bebezinho, desde que minha cunhada pegou, e sempre foi muito bem alimentado, muito bem tratado, carinhosamente. A relação deles era linda. Não tenho o que falar. Essa história de que ele estava passando fome era mentira”, diz.


Cruz também afirma que a casa não estava abandonada e que a própria família busca motivos para o ataque, uma vez que o animal sempre obedeceu a Cristiane e era bem tratado.

“A relação deles era muito boa, o cachorro era carinhoso, dócil, nunca tive informação de que ele tenha atacado alguém. Chegava à casa dela, entrava, brincava com ele, tinha criança que brincava com ele. Me pegou de surpresa essa informação, não acreditei”, completa.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da morte de Cristiane, atacada pelo próprio cachorro dentro de casa, em Ituverava, na tarde desta terça-feira (15). O animal foi morto a pauladas por vizinhos, durante a tentativa de socorrer a vítima.


O delegado João Paulo Marques de Oliveira disse na manhã desta quarta-feira (16) que o objetivo do inquérito é esclarecer o motivo que levou o cão a atacar a proprietária e em qual circunstância foi morto: para defesa da vítima ou depois de ela já ter morrido.




Por: G1

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