Bolsonaro fará urgente reunião ministerial nesta terça feira de 8 de Janeiro.



Bolsonaro vai fazer a segunda reunião ministerial nesta terça-feira. Há muita expectativa para que os ministros apresentem o resultado de uma avaliação sobre normas burocráticas que podem ser revogadas para dar mais eficiência ao governo.

Há também uma grande expectativa é em relação ao anúncio de medidas para a Previdência. A equipe econômica vai apresentar a proposta final de reforma ao presidente Bolsonaro ainda nesta semana.

Na avaliação do economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, o governo precisa definir o que pretende para a área.

Segundo ele, é preciso “colocar as cartas na mesa” e deixar claro qual é o programa econômico para os próximos quatro anos. “Na questão previdenciária, na questão de privatização: vai ter Petrobras, não vai ter Petrobras. Vai ser Eletrobrás, não vai ser Eletrobrás. Vai ser parcial, vai ser total”, ponderou.

O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega avalia que o ministro da Economia, Paulo Guedes, já mostrou que sabe quais são os desafios do país e que o governo deve aproveitar essa fase de “lua de mel”, quando tem forte apoio popular, para aprovar as mudanças nas regras da aposentadoria e frear o crescimento da dívida pública, que já representa quase 80% de tudo o que o país produz.

“Pode ser até que a reforma da Previdência passe sem essa coalizão partidária. Porque, tradicionalmente, o presidente do Brasil tem um período de lua de mel. Nesse período de lua de mel, o Congresso tende a ser mais receptivo a medidas ousadas e o presidente pode usar a legitimidade que ele obteve nas urnas, o apoio popular, a sua popularidade, a expectativa da sociedade com seu governo, para obter aprovação da reforma da Previdência”, afirmou.

Ele pondera, no entanto, que a reforma “não é tudo”. “A volta do crescimento do país pressupõe a recuperação da produtividade que está estagnada há mais de 20 anos e isso pressupõe uma reforma tributária profunda”, avaliou.

Ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco considera que a proposta de reforma deve ser apresentada em fevereiro, quando os novos deputados e senadores tomam posse.

“O modo de apresentar a reforma da Previdência vai ser decisivo para a sua aceitação, seja no Congresso, seja aos olhos da opinião pública”, avalia.

Para ele, trata-se de uma questão de organizar e apresentar ao Congresso “com um embrulho que ajude a opinião pública" a perceber que isso é para o bem do país. “Como muitas reformas que nós fizemos no passado, até mesmo em combate a inflação”, afirma.

Fonte: G1

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