O Dispêndio e a Delongas em Obras Públicas


Jornal da Chapada
                        Corriqueiramente se vê na mídia o gasto excessivo com obras públicas e o tempo gasto na execução dos trabalhos que muitas vezes não chega ao fim. Mas o questionamento é, por que isso acontece?

Quando o assunto é superfaturamento de obras públicas a primeira coisa que vem em nossa mente é: para onde foi o dinheiro? nesse sentido o mais importante a se destacar não é a realização da obra em si, mas sim o quanto foi gasto, como foi gasto e de que forma esse bem público beneficiará a população.

Uma das mais famosas obras, em questão de gastos públicos é a transposição do Rio são Francisco que começou em 2004 no governo LULA, com a ideia de teoricamente irrigar a região Nordeste e semiárida do Brasil, projeto idealizado por Ciro Gomes, à época Ministro da Integração Nacional, inicialmente as estimativas de gastos giravam ao entorno de torno de R$ 4 bilhões, a promessa de entrega era para 2012 porém, atualmente, segundo o Jornal da Chapada o valor é de aproximadamente R$ 8,2 bilhões, a cada previsão de termino aumentava o valor do projeto por problemas na estruturação, ou reformas em locais que não aguentaram o volume das águas devido a má qualidade dos materiais utilizados, pois bem, o tempo passou chegou o mandato da DILMA e nada se concretizou, o impeachement em 2016 e ainda assim a faraônica obra de transposição do Velho Chico não havia sido inaugurada, agora em 2018 ainda há trechos que precisam ser retificados.



Quando nos deparamos reportagens sobre o rompimento desses canais, podemos analisar que apesar dos valores dos contratos serem imensos, abrindo margem para fraudes em licitações, os materiais utilizados para a execução das obras não respeitam os princípios que norteiam a atividade pública, principalmente a eficiência, pois quando utilizado materiais de qualidade a tendência natural é que a obra tenha um tempo de vida maior, caso o tempo de vida seja menor significa dizer que ou o projeto foi feito propositalmente para a obra dar errado e assim justificar mais aplicação de recursos públicos ou a empresa contratada para realização do serviço não executou o estipulado no contrato.

Mas qual seria a solução? 

Para a resolução desses problemas, precisamos sair da nossa zona de conforto, grande parte das mazelas desse país ocorre por falta de análise crítica de muitos fatos, da  busca de conhecimentos e da falta de questionamentos por parte da população ou até mesmo falta de ação dos órgãos de fiscalização, não adianta leis mais duras ou blá, blá, blá, mas sim um fiscalização ferrenha por parta do cidadão, para saber do que estar ocorrendo em contratos e licitações, ou talvez até uma comissão exclusiva para estar no dia a dia das obras, e até mesmo uma melhoria nos meios de denúncias, deixando mais fácil o sistema de fiscalização por parte do contribuinte.

Por fim, se há melhoria na entrega de obras, haverá vantagem para todos pois teremos escolas e universidades públicas (DE QUALIDADE), hospitais (DE QUALIDADE), centros de detenção com estrutura, ações como essa devem ser coordenadas entre o Governo e quem os paga, o cidadão.


Tasso Kaike Nascimento  para a redação do A1 News

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