Família de Chris Cornell processa médico e o acusa de receitar remédios demais para cantor

Chris Cornell se apresenta com o Soundgarden no festival Lollapalooza em Chicago, nos EUA, em agosto de 2010

A família de Chris Cornell processou nesta quinta-feira (1º) um médico em relação à morte do cantor. Eles o acusam de ter receitado remédios demais para o ex-vocalista do Soundgarden e do Audioslave. 

A ação é movida pela viúva do cantor, Vicky Cornell, e seus filhos, Toni e Christopher. Segundo eles, o remédio usado no tratamento para ansiedade Lorazepam causou o comportamento errático de Chris, que levou ao seu suicídio em 2017.

O processo afirma que o doutor Robert Koblin agiu "negligentemente e repetidamente" ao receitar "perigosas substâncias controladas que alteram a mente, e que prejudicaram a consciência do senhor Cornell, anuviaram seu julgamento e o fizeram seguir um comportamento impulsivo perigoso que ele não conseguia controlar, lhe custando sua vida". 

De acordo com a ação, Koblin prescreveu grandes quantidades de Lorazepam, vendido sob o nome de Ativan, a Cornell durante os 20 meses antes de sua morte. 

A autópsia da investigação determinou quea causa da morte foi suicídio por enforcamento. Os exames toxicológicos encontraram grande presença de Ativan com barbitúricos, cafeína, a droga anti-opióide naloxone e um descongestionante, mas afirmaram que as drogas não foram a causa da morte. 

A ação afirma que o médico sabia do histórico grave de abuso de substâncias de Cornell, e falhou em examiná-lo ou consultá-lo ao receitar as drogas. 

"O uso não monitorado de quantidades tão excessivas de Lorazepam [...] era conhecido por aumentar o risco de suicídio, porque pode prejudicar severamente o julgamento, o pensamento e o controle de impulsos e por diminuir a habilidade de um paciente de pensar e agir racionalmente", diz o processo.

 A equipe de Koblin afirmou que não comentaria o caso atualmente.

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